Aprecio o mundo a mover-se à minha volta,
imóvel observo tudo,
Parece que todos se movem com vontade
E eu aqui isolado e sem expectativas,
Nunca sei o que se passa comigo,
A vida é um ciclo repetidamente repetitivo,
O auge, a estabilidade e a tristeza,
Repete-se vezes sem conta,
Tanta vezes vi este filme que satura
Oh amargurada vida, porque me tramas tanto?
Algo é anormal,
Escondo-me no meu mundo e fujo das pessoas,
Na verdade eu sinto desprezo,
Desprezo-as e até a mim
às vezes gostava de não pensar,
Será profundamente drámatico gostar de ser quem sou?
Sinto que os outros é que têm problemas e perturbam-me!
Não sei se assim sou por condição,
Ou se assim alguém me tornou,
Mas o meu mundo mudou,
Continua a mudar na direcção errada!
Tenho tudo o que preciso,
mas sinto-me incompleto e desiludido,
Tenho tudo o que tenho,
Mas o que tenho não representa nada para mim!
Sinto um pequeno vazio constantemente inexplicável,
Sinto uma noltalgia inexistente,
Nostalgim proveniente desse vazio
Dessa falta de algo que tanto me incomoda
Se é vazio como posso sentir nostalgia?
Se é nostalgia como posso estar vazio?
Se é vazio é nostalgia de algo que nunca existiu!
Será apenas saudade de um futuro?
Ou apenas um passado que quero inventar e por isso sinto-me vaziamente nostálgico?
Apenas esqueci o meu passado,
Aos poucos vou me desconhecendo,
Vou perdendo o verdadeiro eu,
Vou deixando o mundo de lado
E até esqueço a minha existência...
Um dia vou ser cinzas e elas não sofrem...
Rics
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